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DEPOIMENTO DE PAIS

Saiba o que pais de jogadores têm a dizer sobre os jogos que já são manias mundiais:








RAGNARÖK
Guilherme Augusto de Barros Pinho Jr - joga Ragnarök com seu filho Rafael.
Esta carta foi enviada para a promoção ?Por que amo meu personagem de Ragnarök?.


Guilherme Augusto de Barros Pinho Jr - joga Ragnarök com seu filho Rafael. Esta carta foi enviada para a promoção ?Por que amo meu personagem de Ragnarök?. ?Perdi alguns minutos pensando em qual título deveria colocar neste texto. Cheguei à conclusão de que nenhum seria amplo o suficiente para expressar o quanto devo ao personagem que descreverei agora. Vocês entenderão o motivo do meu apreço por ?guierafa? ao final desta leitura. Pouca esperança tenho de ser um dos premiados, uma vez que não me respeito o limite de linhas, pois seria tal como parar uma estória (verdadeira) no meio.

Tenho 43 anos e sou pai de um jovem de 14 anos. Dada a diferença de idade nossos gostos são um pouco diferentes e este fato estava nos levando a um certo distanciamento natural, e um tanto quanto triste. Meu filho passava grande parte de seu tempo livre em jogos de videogame ou no computador. Em meados de julho, tirei férias e nosso tempo juntos passou a ser maior. Em determinada ocasião, indaguei qual era a lógica do jogo que estava jogando (era o Ragnarök) e ele me ?explicou?, e perguntou se eu queria jogar. Fiquei um tempo sentado ao seu lado, observando, e percebi que realmente ele curtia ?aquilo?. Ele me propôs que jogássemos juntos. Fiquei com dúvida, mas decidi que precisava e queria estar mais com meu filho. Em 4 de agosto, abrimos, sempre na primeira pessoa do plural, uma conta específica para a inscrição no jogo. Decidimos que nosso personagem se chamaria guierafa e que seria um Mercador, apesar do teste vocacional ter apontado para Gatuno.

Meu ?parceiro? me explicou que não seríamos tão fortes em ataque e que nosso ?tchan? seria o comércio. Não poderia ser diferente e no início do jogo eu nada entendia, mas achei interessante. Acho que já no dia seguinte tive certeza de que gostei do jogo e que, principalmente, minha ligação seria restabelecida com meu filho. Começamos a discutir o que comprar, o que vender, as cidades que deveríamos ir, quais habilidades subir primeiro, o preço das nossas coisas para vender, enfim, tudo o que fosse relacionado ao bom desempenho do ?nosso guierafa?. Hoje, dia 23 de agosto, não passamos um dia sequer sem jogar. E este ?não jogar? não se resume ao fato de eu poder estar mais com meu filho, mas também pelo fato de eu ter descoberto um grande prazer/curtição no jogo. Considerando que o ?guierafa? nasceu no dia cinco e que hoje, dia 23 do mesmo mês, já está na Classe 36, vocês podem imaginar quanto tempo nós dispusemos com satisfação de jogar. Nossa curtição com o jogo chega nas gozações de quem tem mais sorte ao matar os monstros.

No quesito ?achar cartas? estou ganhando de 11 a 3. Já temos impressas ? a fim de nos orientar a desenvolver melhor e mais rápido o guierafa ? todas as listas de itens, cartas, monstros e dos mapas das cidades (aliás, o mapa unificado foi uma grande dificuldade para imprimir). Ontem discutimos se vamos virar Ferreiros de Batalha ou da Arte da Forja. Chegamos à conclusão que vamos nos concentrar mais no campo da batalha. Qual o motivo de eu adorar nosso personagem guierafa? Não tenho dúvidas de que neste ponto do relato todos já sabem o motivo, mas me cabe responder que este personagem fictício voltou a unir pai e filho no prazer da diversão, no prazer de estarem juntos, sem forçar barra de um querendo fazer a vontade do outro e, devo admitir, que voltei a curtir muito o ser ?criança/adolescente? com todas as suas fantasias. Qual o meu nome verdadeiro? Guilherme. Do meu filho? Rafael. Nosso personagem pode e deve ser descrito como um símbolo da união, alegria, dedicação, sonho e simplicidade de nossos gênios e nomes?.
RAGNARÖK
Ruth Santana Coelho - mãe do jogador |Gondor|, do servidor Chaos.

?No começo, fiquei um pouco preocupada ao ver meu filho jogando Ragnarök, pois ele passava horas em frente do computador rindo, se divertindo e ligando para várias pessoas. Porém, após várias conversas com ele, entendi mais ou menos como era o jogo.

Aprendi, por exemplo, que não se trata apenas de um jogo comum, como o caso dos videogames, onde a disputa está limitada ao jogador e à máquina. Em Ragnarök ele pode se relacionar com pessoas de vários lugares ao mesmo tempo.

Tenho certeza que o jogo ajudou meu filho a fazer diversos amigos dentro e fora daquele ambiente, tanto que, de vez em quando, liga algum amigo que ele conheceu no jogo para combinar de sair ou coisas do tipo.

Conversando com meu filho, chegamos a um consenso sobre o período de horas que consideramos ideal para ele jogar Ragnarök diariamente. Desta forma, conseguimos criar juntos uma rotina diária que equilibra todas as suas atividades, como estudos, esportes e Ragnarök, o que torna sua vida o mais saudável possível?.